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segunda-feira, 4 de novembro de 2013

O Sono Profundo do Ser Humano

Me veio a mente, na noite passada, quando estava pronto para dormir, com o sono e o cansaço me tomando por completo, pensamentos sobre a morte. Elaborei-os, hoje, assim:

A morte não é má nem ruim. Assim como a vida não é boa. Ambos são parte de um processo de acordar e dormir. Somos nós quem damos significados para estas duas coisas, mas quando ambas acontecem, nossa consciência é desligada de nós. E então somos parte do processo. E esta é a natureza da verdadeira beleza como o pilar do equilíbrio, a consciência da não-consciência, dos processos inconscientes como parte do todo.

Será mesmo que a morte é ruim? Quando você ficou por três dias acordado e está muito cansado, o sono parece o único caminho, nem o amor nem nada supera o delírio em sua mente que necessita fisicamente daquele sono.

A morte não seria o mesmo? Imagine ficar "acordado" por 70 anos, por 80 anos. Você necessitará de um sono profundo para que descanses de toda a vida que viveu, de tudo que viu, sentiu, amou. 

Eu faço o consentimento de que nós, seres humanos, somos apegados demais nas coisas, somos materialistas, somos criaturas enraizadas nesta terra, amantes por natureza, e não queremos perder tudo que tivemos aqui, muito menos perder quem amamos. 

Essa é uma dor terrível para nós. E somente um pensamento divino e superior poderá suprir essa perda. Seja lá qual for seu Deus, sua representação divina. 

Deve de haver o pensamento da não-perda. De que a energia flui para cima e para baixo, e para todos os lados. Vagando como as estrelas no céu, como as brisas e os ventos que sopram gelados e quentes, como as ondas do sol que irradiam de seu núcleo superaquecido, como ondas do mar que vem e vão, como as areias do tempo que passam desconstruindo tudo e criando tudo novamente. Somos tudo isso. Somos terráqueos e membros da aliança universal em que tudo existe e não existe, em que tudo é vivo e morto, em que tudo é meu ou não é meu, em que tudo é amor ou ódio, razão ou emoção. 


segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Maldito seja o humano

Maldito seja o humano que tentou se livrar
Que tentou se fechar
Com grandes pedras a sua volta
Pedras trituradas que juntas viraram pedras maciças
Limpando tudo a sua volta para acreditar estar limpando seu interior
Ajoelhe no chão duro e fira sua prece
Com sangue que te jorrará, talvez alguma nuvem se mova lá no alto
Mas não por ti, ela se moveria de qualquer forma
E a morte se especializou, comprou armas de alta destruição, e agora?
E agora ele abraça a morte e mata, como vive ele mata
A respiração apenas faz ar entrar, 
Os passos que entram na mata, apenas pisam onde os chicotes de veludo fazem estralar
Maldito seja o dia
Em que o fez crescer
Até o mais alto céu
Até o mais profundo mar
Meu sangue apenas não pode esperar
Ao perceber
Ao ver
Ao atravessar
todo o tempo que resta a frente
E me puser a assistir
O fim do humano
O fim do existir.
E logo não existirá mais
mas...